Dia 12 de junho, foi considerado o Dia Nacional da Cardiopatia congênita. E diante dessa data nobre para a cardiologia, eu te pergunto: você sabe o que é cardiopatia congênita? Conhece suas implicações ao longo da vida?

Pra começar, cardiopatia é um defeito no coração que nasce com a criança. Cerca de 1 para cada 1000 crianças nascem com alguma alteração no coração, que trará alguma repercussão ao longo da sua vida.

As cardiopatias congênitas podem ser simples demandando apenas acompanhamento cardiológico regular ou complexas, com múltiplos defeitos e necessidade de intervenção cirúrgica imediata ao nascimento.

Os principais sintomas são cansaço e dispneia para mamar, podendo ficar pálida ou cianótica (com coloração azul), com sudorese, restrição de crescimento, sopro cardíaco e limitações para realização de atividades simples da infância.

Ao longo do pre-natal, os exames de ultrassonagrafia podem sugerir, quando somados as características da mãe, mas o Eco cardiograma fetal, realizado entre a 26 a 28 semana de gestação que dá a o diagnóstico.

Ao nascer, a criança com cardiopatia congenita necessita de centro especializado com cardiologista pediátrico para avaliação inicial e estabilização clínica, assim como direcionamento do tratamento cirúrgico ou conservador.

As crianças com cardiopatia congênita, de correção cirúrgica ou não, tendem a levar uma vida normal com algumas restrições, de acordo com a complexidade da cardiopatia. Atualmente, devido a melhora das técnicas cirúrgicas, o prognóstico dessas crianças melhorou muito e possibilitou a chegar na idade adulta com qualidade de vida e praticamente sem restrições.

Cardiopatia congênita não é sentença de morte. É importante conscientizar para que o diagnóstico seja feito o mais precoce possível e mude a evolução dessa criança.